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| Honda City ocupa o lugar do sedã Civic sem o mesmo glamour |
| Com um valor sugerido de R$ 66,78 mil, a versão EXL oferece toque de esportividade e detalhes que podem crucificar o carro |
| Texto: | Rodrigo Samy |
(28-07-09) - Podem falar o que quiser, mas o Honda Civic emplacou no cenário nacional a ponto de se firmar como o sedã mais vendido do país. Pena que essa fama não durou tanto tempo, afinal saiu da casca do ovo os sedãs Honda Civic e o Toyota Corolla. Conclusão: com as novidades o Civic acabou não sendo mais aquele!
Para tirar isso a limpo o WebMotors rodou com um dos principais responsáveis pela queda do Honda Civic das paradas de sucesso, o Honda City. Para que houvesse uma possível equiparação entre o Civic e o City optamos pela versão EXL que tem um valor sugerido de R$ 66,78 mil (praça Sudeste). Se comparado com o Civic de entrada, a diferença de valor fica em exatos R$ 2 mil. Ou seja, sedã maior tem um valor sugerido na versão LXS de R$ 68,16 mil.
Se o City enfrenta problema de posicionamento dentro da sua própria casa, ele também se destoa, quando o assunto é valor sugerido diante da concorrência. Por exemplo, com o dinheiro do Honda City dá para comprar modelos superiores, tanto em tamanho como em motor. Se você duvida, veja os testes elaborados pelo WebMotors: Comparativo entre sedas ou Fiat Linea Dualogic enfrenta Fiat Línea T-Jet. Outro concorrente do sedã da Honda é o Volkswagen Polo Sedan I-Motion, um carro já consagrado no mercado por sua confiabilidade, que ingressou na tecnologia do câmbio robotizado. O valor sugerido para a versão topo deste sedã da VW é de R$ 53.815.
Apesar de ter um valor ?salgado? perante aos concorrentes, o City oferece de série ar-condicionado, direção elétrica, vidros, travas e retrovisores elétricos, banco do motorista com regulagem de altura, volante com regulagem de altura e distância, comandos do rádio e do controlador de velocidade, dois airbags dianteiros, toca-CD com MP3, discos nas quatro rodas com ABS e EBD, bancos de couro e sistema de som com tweeter.
Ao volante
O Honda City foi lançado no Brasil no ano passado. O modelo obteve uma boa aceitação do publico, a prova disso é que o automóvel registrou 16 mil unidades vendidas só no primeiro semestre de 2010. Outro sinal de que o carro é uma boa pedida é a ocupação dele na posição de automóvel mais vendido da marca japonesa, ele ultrapassou o Civic e o Fit.
Como roubar a cena do Civic
O Honda City ganhou espaço pelo design e pelo prazer ao dirigir. Outra vantagem é o seu porta-malas de 506 l e de fácil acesso, o único porém desse tema é o sistema por pescoço de ganso. Na versão EXL o City apresentou um ruído elevado proveniente do propulsor, tudo bem que esse detalhe pode até pertencer a uma conotação esportiva. Já a suspensão, composta por McPherson na dianteira e barra de torção na traseira, é firme, lembrando muito a reação dos carros compactos mais esportivos da Honda.
Se por fora o carro tem pinta de esportivo, por dentro o desempenho do City é bom para um carro equipado com motor 1,5-litro. A versão manual oferece uma relação peso/potência de 9,6 kg/cv. Em circuito rodoviário, a uma velocidade de 120 km/h, o automóvel se demonstrou totalmente estável e seguro. Outro detalhe é que a transmissão manual conta com manopla parecida com a usada pela Volkswagen, mas o seu escalonamento é um pouco mais longo. Mesmo sendo bem ajustada e precisa, o tempo de troca é maior.
O motor do Honda City conta com a tecnologia i-VTEC Flex (Controle Eletrônico Variável de Sincronização e Abertura de Válvulas). O sistema é bem perceptível, tanto que chega a remeter a sensação de uma abertura de um segundo estágio. A vantagem é que o sistema varia tanto quanto a profundidade de abertura das válvulas para máxima eficiência em diferentes regimes de marcha. No circuito urbano, abastecido a álcool este motor fez 7,6 km/l. No cenário rodoviário, com o combustível de cana, a média subiu para 9,8 km/l.
O City não é um carro ruim. Pelo contrário: ele oferece um bom DNA Honda. O problema é o seu valor sugerido diante do que é oferecido.
FICHA TÉCNICA ? Honda City EXL | MOTOR | Quatro tempos, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, refrigeração a água, SOHC i-VTEC, 1.496 cm³ | | POTÊNCIA | 115 cv (gasolina) e 116 cv (álcool) a 6.000 rpm | | TORQUE | 145 Nm a 4.800 rpm | | CÂMBIO | Manual de cinco velocidades | | TRAÇÃO | Dianteira | | DIREÇÃO | Por pinhão e cremalheira; elétrica | | RODAS | Dianteiras e traseiras em aro 16? | | PNEUS | Dianteiros e traseiros 185/55 R16 | | COMPRIMENTO | 4,40 m | | ALTURA | 1,48 m | | LARGURA | 1,70 m | | ENTREEIXOS | 2,55 m | | PORTA-MALAS | 506 l | | PESO (em ordem de marcha) | 1.122 kg | | TANQUE | 42 l | | SUSPENSÃO | Dianteira com McPherson, amortecedores telescópicos e molas helicoidais, traseira com barra de torção | | FREIOS | Discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira, com ABS e EBD | | CORES | Branco Taffeta Sólido, Dourado Poente Metálico, Prata Global Metálico, Grafite Magnesium Metálico, Cinza Paladium Metálico, Verde Vermont Perolizado, Vermelho Rally Sólido, Preto Cristal Perolizado e Verde Deep Perolizado | | PREÇO | R$ 66,78 mil (praça Sudeste) (conforme avaliado) |
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